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Hospital do Barreiro deve ficar pronto em dezembro, diz prefeitura

A nova previsão de entrega é divulgada três anos depois da data prevista. A expectativa é que o hospital ofereça, por mês, 10 mil consultas.

Três anos de atraso nas obras alimentam a expectativa e a indignação dos moradores da Região do Barreiro, em Belo Horizonte, que sonham com o hospital da região. O prédio deve ficar pronto em dezembro, mas o funcionamento da unidade ainda não está garantido.

O presidente da Associação Comunitária do bairro Milionários, Anderson Siqueira, disse que quando há acidentes na região, a vítima precisa ser levada para o Hospital de Pronto Socorro João XXIII, no bairro Santa Efigênia, na Região Leste da capital.

Com a prometida inauguração do Hospital Municipal Célio de Castro ou Hospital do Barreiro, como é chamado, a tendência é que as pessoas sejam atendidas com mais rapidez e conforto. “Vai atender uma demanda muito grande que tem aqui. O Barreiro tem 300 mil habitantes. Tendo pronto-socorro, clínica médica, internação, isso vai ajudar a todos”, conta Anderson.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o hospital será inaugurado de acordo com um cronograma. No fim de abril, devem ser entregues 70 leitos, sendo 10 unidades de tratamento intensivo, 20 de cuidados intermediários e 40 unidades de internação. A expectativa é que, em agosto, as obras sejam finalizadas até o sexto andar. Os outros seis pavimentos devem ficar prontos até novembro. O hospital deve ficar totalmente pronto em dezembro.

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A promessa era que o hospital ficaria pronto em 2012. Porém a construtora que havia começado os trabalhos abandonou a obra e foi preciso fazer uma nova licitação. Agora, a prefeitura diz que os prazos serão cumpridos, mas não garante o funcionamento integral dos serviços. O dinheiro para a parte operacional ainda não está certo.

“Nós já temos neste momento atrasos do governo federal e estadual de repasses que deveriam ter sido feitos no ano passado de R$ 150 milhões”, disse o prefeito Marcio Lacerda (PSB).

A previsão é que o hospital ofereça, por mês, 10 mil consultas especializadas, 700 cirurgias e 1.400 internações.

“Se precisar a gente vai continuar lutando porque a gente não quer ver só uma obra feita, a gente quer uma obra funcionando, com a demanda sendo atendida da nossa região aqui”, disse a líder comunitária, Silvânia Souza.

Ainda segundo o prefeito Marcio Lacerda, estão sendo realizadas reuniões entre o município, governo do estado e o Ministério da Saúde para discutir os recursos necessários ao funcionamento do hospital. A expectativa é que até o dia cinco de fevereiro haja uma definição sobre o assunto.

Fonte: G1

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